Educadora · Escritora · Urbanista

Transformar-se para transformar o mundo.

Débora Nunes é ativista do cuidado, do empoderamento popular e da transição ecológica e social. Professora Titular da UNEB, autora de Auroville, 2046 e criadora da Escola de Sustentabilidade Integral.

Retrato de Débora Nunes
Miguel Calmon · Chapada Diamantina, Bahia
28anos como Professora Titular na UNEB
9línguas com tradução de Auroville, 2046
4idiomas na Escola de Sustentabilidade Integral
~50ecolugares visitados em quase 20 países

Débora Nunes é uma ativista do cuidado e do empoderamento popular desde a adolescência — uma vocação que a fez engajar-se, ainda aos 13 anos, na luta pela igualdade e contra a ditadura militar, e tornar-se, mais tarde, professora universitária.

Seu Mestrado na UFBa, com passagem pela USP e pela UNICAMP, e seu Doutorado pela Université Paris XII, na França, trataram do Urbanismo Participativo e de como incentivar que a cidadania exerça seu poder. As metodologias que desenvolveu foram publicadas em francês pela UNESCO, tornando-se seu primeiro livro, “Pedagogia da Participação”, usado para formar gerações de urbanistas na Universidade do Estado da Bahia — UNEB, onde é Professora Titular desde 1998.

A evolução de seus estudos e o apelo de sua alma a aproximaram da questão ambiental e do esperançar em face ao futuro crítico da humanidade. Nestes temas, desenvolveu pós-doutorados na França e na Índia, sendo convidada como professora visitante da Pondicherry University. Realizou em Salvador, desde 2006, com um grupo expressivo de pessoas engajadas nos campos social, ambiental, espiritual e terapêutico, o Brechó EcoSolidário, evento anual de grandes proporções que mostrava vivencialmente que “Outro Mundo é Possível”.

É autora de vários livros e artigos nos campos da democracia participativa, da economia solidária e da transição ecológica, e interessa-se particularmente pelas ecovilas. A Escola de Sustentabilidade Integral (ESI) a fez aprofundar-se nas metodologias de suporte ao processo evolutivo pessoal, por ela chamado de Autogoverno e Entrega, sobre o qual publicou dezenas de textos e meditações guiadas.

Marcos de uma trajetória em curso

  1. 13 anos

    Início do engajamento político: luta pela igualdade e contra a ditadura militar.

  2. 1987 · 1993

    Graduação e Mestrado em Arquitetura e Urbanismo na UFBa, com passagens por USP e UNICAMP.

  3. 1998

    Doutorado em Urbanisme et Aménagement, Université Paris XII (França) · Professora Titular na UNEB.

  4. 2000–2010

    Coordena Arquitetura e Urbanismo da UNIFACS (2000–05), é Pró-reitora de Extensão (2006–10) e preside o FOREXP (2007–10).

  5. 2006

    Cria o Brechó EcoSolidário, evento anual em Salvador.

  6. 2007

    Com sua família, cria o Sítio do Futuro, espaço regenerativo em Miguel Calmon.

  7. 2008

    Pós-doutorado em Extensão Universitária na Université Lumière Lyon II.

  8. 2009

    Passa a participar da rede internacional Diálogos em Humanidade.

  9. 2015

    Pós-doutorado em História das Cidades e Cidades do Futuro (Bangalore University) · Funda a ESI.

  10. 2018 · 2022

    Professora visitante (2018) e pesquisadora convidada (2022) na Pondicherry University, Índia.

  11. 2020–2021

    Cofunda a Multiconvergência de Redes Globais — MRG, com eventos internacionais desde 2021.

  12. Hoje

    Sítio do Futuro, Ecovila Alto Lindo e a série “Visitando o Novo Mundo”.

Formação

  • Graduação e Mestrado em Arquitetura e Urbanismo — UFBa (1987 e 1993)
  • Doutorado em Urbanisme et Aménagement — Université Paris XII Val-de-Marne, França (1998)
  • Pós-doutorado em Extensão Universitária — Université Lumière Lyon II (2008)
  • Pós-doutorado em História das Cidades e Cidades do Futuro — Bangalore University, Índia (2015)
  • Professora Visitante sobre História Integral — Pondicherry University, Índia (2018); pesquisadora convidada (2022)

Atuação

  • Professora Titular (Plena) da UNEB, Curso de Urbanismo — metodologias participativas de gestão, sustentabilidade urbana e habitação de interesse social
  • Coordenou o Curso de Arquitetura e Urbanismo da UNIFACS (2000–2005) e foi Pró-reitora de Extensão (2006–2010)
  • Presidente do Fórum Nacional de Extensão das IES particulares — FOREXP (2007–2010)
  • Professora da pós-graduação da UNIFACS — PPDRU (2002–2016)
  • Participou da fundação do Fórum Baiano e do Fórum Brasileiro de Economia Solidária; membro do GT Nacional de Formação (2003–2008)
  • Estuda e pratica Yoga e Meditação desde 1998

Escreve sobre Paradigma Holístico, Eco-urbanismo Participativo e Solidário, Economia Solidária, Consumo Consciente e Cidadania Planetária.

Capa de Auroville, 2046

O livro mais conhecido

Auroville, 2046 — depois do fim de um mundo

Um conto ambientado na maior ecovila do mundo, na Índia, onde Débora viveu por três períodos. Traz perspectivas sobre o pós-colapso e o pós-capitalismo. Traduzido em nove línguas e disponível gratuitamente — também em audiolivro.

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Visitas ao Novo Mundo

De volta para casa, um agradecimento aos “laboratórios da nova humanidade”: quase cinquenta ecolugares, em quase vinte países, que apontam para uma sociedade comunitária, ecológica, igualitária, democrática e mais conectada com o sagrado.

Ecovilas na Bahia: Piracanga, Terra Mirim e Campina

Panorama de algumas ecovilas baianas segundo princípios de sustentabilidade. As ecovilas são comunidades intencionais e/ou sustentáveis que utilizam processos participativos locais a fim de regenerar ambientes sociais e naturais, que adotam soluções de baixo impacto ecológico, estabelecem uma economia sustentável, buscam o aperfeiçoamento e a harmonia das relações humanas. O objetivo deste artigo é realizar um breve panorama mundial e análise comparativa das ecovilas baianas — Fundação Terra Mirim, Ecovila Piracanga e Campina — quanto à aplicação dos princípios de sustentabilidade: proteção ecológica; interação social, cultural e saúde; desenvolvimento político e econômico; transporte sustentável; gestão integrada da água; energias alternativas; construções sustentáveis; política dos 3R’s.

Como resultados, identificam-se pontos comuns: formas horizontais de liderança e gestão com abordagem mais ecológica, solidária e participativa; preservação de áreas de grande biodiversidade; prática de agrofloresta e permacultura; uso de energia solar. As experiências das ecovilas poderão ser usadas como novos insumos e diretrizes para comunidades com características semelhantes.

ecovilas · permacultura · sustentabilidade

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